10 coisas que aprendi viajando sozinha

Viajar com a família é ótimo, com o namorado também, com as amigas então, nem se fala, mas viajar sozinho é bom demais.

10 coisas que aprendi viajando sozinha por esse mundo

O mundo é muito grande. Isso vai muito além do espaço físico. O mundo é enorme, com milhares de culturas, pessoas, lugares, línguas e hábitos diferentes. Não tem nada melhor que descobrir isso com os próprios olhos e abrir a  cabeça para o novo e o desconhecido. Para mim o inusitado mesmo foi ficar amiga de uma muçulmana que apenas seus olhos era possível enxergar e, mesmo com todas as diferenças culturais, ver que somos parecidas.

Thank you. Só quando viajamos para fora do país que percebemos o quanto é maravilhoso falar inglês ou pelo menos entender o mínimo que seja (se você não sabe ainda, nunca é tarde para aprender). Nos poupa tempo, stress e ainda conhecemos gente nova e compartilhamos ideias. Ou seja: só benefício!

Não. Esqueça. Nada. Quando se está sozinho em algum lugar a atenção é redobrada. Em metrôs, trens, aeroportos, aviões, ônibus, enfim, em qualquer lugar, nunca é demais dar mais umas dez olhadas e conferir se não deixou nada pra trás.

Tenha sempre um livro em mãos. Não é todo aeroporto que tem free wi-fi, aliás, são bem poucos, portanto tenha sempre seu livro com você. Se não curte ler pega um mapa do seu destino e vai aprender mais sobre a cidade. No meu último mochilão não levei nenhum livro pra economizar espaço. Que erro. Devia ter deixado umas roupas pra trás…

Ser brasileiro é legal demais. Não somos o povo mais nacionalista do mundo, afinal os americanos tão ai pra isso, mas quando se trata de brasileiro no exterior, a gente morre de orgulho. Do povo caloroso, da cultura, das praias maravilhosas, do futebol e desse país tão diversificado que somos. 8 em 10 brasileiros que dizem que são do Brasil lá fora recebem, com entusiasmo, um: REALLY? That’s cool!

Há uma diferença enorme entre estar sozinha e estar solitária. Aprendi que estar sozinha não é a mesma coisa que estar solitária. Estou sozinha e me sinto por inteiro, estou por inteiro em qualquer lugar que for e é diferente da solidão. Existe muita gente que está rodeada de pessoas, mas se sente solitária.

Chamadas de vídeo acalmam o coração. Quando bate a solidão nas viagens sozinhas, nada melhor que fazer aquele skype/facetime com quem a gente gosta pra matar a saudade.

Saber falar “obrigado” e “bom dia” na língua local nunca é demais. Você não precisa saber todas as línguas do mundo, mas se estiver indo para a França é legal saber falar um “merci”, né?

Quarto de hotel e hostel só para dormir. A wifi no hotel é grátis e você quer ficar no whatsapp contando pros amigos sobre a viagem? Desce pro saguão. Principalmente se for hostel, por que aí sim a diversão está toda lá em baixo (ou em cima, se for o caso). Legal mesmo é ver e conhecer gente nova, não precisa ficar trancado no quarto.

“Esqueça o cel e olhe o céu.” Quando a gente volta de viagem só bate aquele arrependimento de ter ficado tanto tempo no celular… A cada viagem descubro isso um pouquinho mais. Então, por mais difícil que seja, estou aprendendo a deixar o celular de lado e aproveitar o momento. 90% do que vemos e conversamos podem ser resolvidos depois.

No chão, mala embaixo e livro na mão.

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