Onde ficar no Salar de Uyuni

Há muito tempo fiz um post sobre o Salar de Uyuni, contando tudo sobre a minha viagem. Nesse mesmo post havia falado muito brevemente do hotel que fiquei, mas resolvi fazer um post dedicado só pra ele por ser tão incrível.

O Salar de Uyuni é o mais deserto de sal do mundo, o lugar mais surreal e maravilhoso que já vi na vida. E o que esperar de um hotel no meio de um deserto de sal? No mínimo que ele seja feito de: sal.

E assim é. Como já contei no post anterior, existe a possibilidade de ir pro Salar do jeito “mochilão” de forma bem mais econômica e ficar em hotéis mais simples e fazer todo o tour com pessoas que você não conhece.

No meu caso não foi assim, fechamos um pacote em La Paz com o tour privado que incluía também o hotel.

Onde ficar no Salar de Uyuni

O hotel que ficamos chama Palácio de Sal. A arquitetura e a decoração são incríveis e as refeições maravilhosas, o jantar então, nem se fala. O teto, as paredes e o chão são todos feitos de sal!

  

Pelo Booking é possível fazer reservas com cancelamento grátis. O link do hotel é este.

  

  

Leia também

Salar de Uyuni, Bolívia

Uma tarde em Viña del Mar

Roteiro de 5 dias em Santiago

Onde ficar em Santiago

Roteiro de 5 dias em Madrid

Onde ficar em Madrid

Salar de Uyuni, Bolívia

Antes de ir para o Salar de Uyuni pesquisei muito à respeito em outros blogs. Pelo que eu tinha visto seria uma viagem econômica, uma espécie de mochilão e com esse tipo de viagem, principalmente em um país pobre, esperava condições não muito boas. Estava hospedada na casa de uma amiga em La Paz e aproximadamente 3 semanas antes ela olhou um pacote em uma agência de viagens lá mesmo e o preço foi U$500 + passagem de volta. Me espantei, pois pelo que eu havia lido seria algo em torno de U$200 no máximo, mas, claro, topei mesmo assim.

Foto do deserto tirada do trem.

Não sabia muito bem como iria acontecer, só fiquei sabendo um dia antes e foi o seguinte: iríamos de trem, por que essa minha amiga já tinha ido lá uma outra vez e disse que a paisagem é linda, e que valia muito a pena, e voltaríamos de avião. Lá ficaríamos no “Palacio de Sal” e que faríamos um tour exclusivo, com um guia apenas para nós 3 e eles providenciariam o almoço etc.

Saímos de La Paz por volta de 7h e fomos com um motorista para Oruro, uma cidade que fica a 3 horas de lá. Oruro é uma cidade muito pobre e não tem praticamente nada, porém o trem para o Salar sai de lá, e na cidade, apesar da situação precária, podemos ver muitos turistas de todo o mundo. Pegamos o trem rumo ao Salar a tarde e 8 horas depois chegamos na cidade de Uyuni.

Fotos tiradas no trajeto do trem

  

Dica: Não recomendo a viagem de trem por dois simples motivos: é o mesmo preço da passagem de avião e o trem balança muito literalmente 8 horas seguidas. Não tem como dormir e tampouco descansar, apenas ler, ouvir música e refletir na vida. Acabei um livro inteiro nesse trajeto. Sem contar que a paisagem que minha amiga havia falado não “estava lá”. Na época da cheia fica muito bonito, pois parece que o trem está andando sob o mar, mas fomos na época de seca e só podíamos ver o deserto e nada mais. Não que o deserto não seja bonito, mas 8 horas trancadas em um trem só vendo deserto começa a ficar meio cansativo…

Enfim, após tantas horas de viagem finalmente chegamos a cidade de Uyuni e um motorista (estava tudo incluído no pacote, por isso tão “exclusivo”) nos buscou na estação de trem e nos levou ao hotel que passaríamos a noite para de manhã, prosseguir para o Salar.

Ficamos no Jardines de Uyuni, e parecia ser o único bom hotel da cidade e era ótimo, com um design super legal, café da manhã bom e estava cheio de turistas da Ásia (não consegui identificar, rs), o único ponto ruim era que a wifi naquele dia específico não estava funcionando em toda a cidade, mas de resto foi uma experiência boa.

Acordamos e o mesmo motorista nos levou para o tour. Começamos a “adentrar” o deserto e a primeira parada foi o Cemitério de Trens que é um lugar de trens abandonados há muitos anos e hoje em dia é um ponto turístico para tirar fotos e apreciar o lugar que é super bacana. Tiramos muitas fotos e fomos direto pro Salar.

  

A diferença do nosso tour para os demais é que os outros você faz com um grande número de pessoas que não necessariamente se conhecem que se dividem nos jeeps e é aquela excursão básica: esperar todo mundo fazer tudo e ser “obrigado” a fazer algumas coisas mesmo que você não queira.

No salar começamos o tour e tiramos muitas fotos e logo logo já estávamos com fome e os guias tinham preparado o almoço, que foi levado no carro conosco. Fizemos um piquenique no meio do deserto e foi uma das coisas mais legais que já vi! Comemos muita quinoa, que é típico da região de Uyuni (e, ao contrário do Brasil, o grão é bem mais barato que o arroz) e carne de ilhama (não experimentei). Eles disseram (e eu ja havia lido relatos) que as excursões comuns comem em um restaurante que tem lá.

Nosso piquenique no deserto.
Nossa mesinha do picnic e o carro que estávamos usando.
Nossa mesinha do picnic e o carro que estávamos usando.

Depois do piquenique continuamos com o tour e tiramos muitas fotos.

Tivemos que improvisar para tirar as fotos de perspectiva e a única coisa que tínhamos na hora era a garrafa de Coca Cola.
Tivemos que improvisar para tirar as fotos de perspectiva e a única coisa que tínhamos na hora era a garrafa de Coca Cola.

  

Atravessamos o Salar e subimos uma montanha, estacionamos o jeep e continuamos o trajeto a pé. A experiência é fantástica, mas é preciso bastante fôlego, afinal 4.000 metros subindo morro não é pra qualquer um.

Dica: leve na mochila sempre água, alguma fruta e papel-higiênico. Você vai encontrar banheiro lá, mas sem papel.

Uma espécie de vilarejo, onde tem banheiro, mas não tem papel. Existem várias pessoas morando aí.
Uma espécie de vilarejo, onde tem banheiro e informações turísticas (não vimos ninguém lá). Existem várias famílias morando aí.
Ilhamas <3
Ilhamas <3
Vista da montanha de parte do Salar.

   

Depois de subir a montanha, voltamos e fomos direto para a Ilha dos Cactos outro ponto turístico do Salar, uma montanha com cactos gigantes e que se tem a melhor vista de todo o deserto. É incrível, então recomendo guardar o fôlego para mais essa subida.

A melhor vista do Salar, na Ilha de Cactos.
A melhor vista do Salar, na Ilha de Cactos.
Quando estávamos chegando na Ilha de Cactos.
Quando estávamos chegando na Ilha de Cactos.  

Depois da Ilha de Cactos fomos em direção ao hotel, parando mais uma vez apenas para ver o pôr-do-sol. É nessa hora que as pessoas tiram aquelas fotos que refletem a paisagem, porém como ja disse anteriormente, fomos em uma época seca (Dezembro), portanto o sal não estava “molhado” capaz de refletir, infelizmente. Tenho um amigo foi em fevereiro e conseguiu tirar esse tipo de foto.

  IMG_9152

Imagem enviada por um amigo que foi em outra época e conseguiu tirar as fotos com efeito espelho.
Imagem enviada por um amigo que foi em outra época e conseguiu tirar as fotos com efeito espelho.

Onde ficar?

Post detalhado do hotel que ficamos aqui.

Voltamos de avião com a empresa boliviana Amaszonas e o vôo tem duração de 45 minutos. Não me arrependi de ter ido de trem, só não recomendo e não repetiria.

A experiência foi inesquecível, quem tiver a oportunidade de ir para a Bolívia não pode deixar de ir visitar o Salar de Uyuni.

Leia também

Por que a Bolívia me encantou

Uma tarde em Viña del Mar

Roteiro de 5 dias em Santiago

Albertina, o museu mais lindo do mundo em Viena

Kortrijk – uma cidadezinha no interior da Bélgica