5 passeios imperdíveis em Berlim

Berlim é uma das capitais com mais coisas para se fazer do mundo. A cidade é cheia de história, de vida, com muita atividade diferente e interessante. Já fiz um post sobre o que fazer em 4 dias em Berlim aqui, mas agora decidi juntar os que, para mim, são os 5 passeios imperdíveis na cidade para quem tem pouco tempo e para quem gosta de história e quer conhecer mais sobre o que aconteceu nessa cidade que conta tanto sobre o que já aconteceu no mundo.

5 passeios imperdíveis em Berlim

1. DDR Museum

O DDR Museum é um museu super interativo e interessante dedicado à vida e ao dia-a-dia na Alemanha Oriental socialista. Lá é possível ver vários ambientes recriados com muita precisão da mesma forma que eram naquele período, como cômodos de casa e escritórios, além de terem vários itens e objetos daquele período como carros, roupas, móveis, etc. Achei o museu muito legal e vale a pena conhecer melhor essa outra história de Berlim, já que a maioria dos museus e atrações são sobre a Segunda Guerra e o Nazismo. No site deles tem todas as informações sobre o museu e visitas.

 

2. Berliner Unterwelten

Já fiz um post sobre o Berliner Unterwelten aqui. Para quem gosta de história e principalmente quer saber mais sobre a Segunda Guerra visitar o Berliner Unterwlten é imperdível. O Berliner Unterwelten é um dos últimos bunkers da Guerra ainda existente e fica localizado, subterraneamente, ao lado da estação de metrô Gesundbrunnen. Fiquei sabendo muitas curiosidades e muitas informações sobre como era praticamente viver em um bunker durante aquele período e ver de perto é muito interessante. Eles oferecem cinco tipos de tour diferentes, até um sobre a Guerra Fria e um que os visitantes andam embaixo do antigo Muro de Berlim.

3. Campo de Concentração Sachsenheusen

Aqui no blog já tem também um post dedicado apenas ao Sachsenheusen aqui com dicas de como chegar e como é a visita ao Campo. O Sachsenheusen é um Campo de Concentração que fica bem próximo de Berlim e é uma experiência muito impactante e chocante, mas quase que necessária. Conhecer mais de perto um Campo e imaginar de forma mais concreta como era a vida que aquelas pessoas eram submetidas com certeza nos refletir muito. As informações de preços e o que pode ser visto lá estão aqui.

Dormitórios do Campo de Concentração de Sachsenheusen.

4. Memorial to the Murdered Jews of Europe

De todos os 5 passeios citados neste post, o mais conhecido e que basicamente qualquer turista que vai a Berlim visita é o Memorial to the Murdered Jews of Europe. É um memorial criado para lembrar os judeus da Europa mortos no Holocausto e é composto por 2.711 blocos de concreto de alturas variadas. O memorial possui também um centro de informação subterrâneo onde os visitantes podem conhecer mais sobre as vítimas do Holocausto e sobre o que aconteceu.

Os blocos de concreto do Memorial.

5. Topographie des Terrors

Falei no post dos 4 dias em Berlim que achei o Topographie des Terrors o melhor museu de Berlim sobre o Nazismo e por isso é o mais visitado da cidade (além da entrada ser gratuita). É um museu documental que mostra a história bem detalhada daquela época. O nome “topografia do terror” vem do fato de que, no mesmo lugar onde hoje é o museu, durante o Terceiro Reich, funcionava a sede da SS, a polícia secreta alemã. As informações sobre o funcionamento do museu estão no site deles.   

O interior do Topographie des Terrors.

Leia também

4 dias em Berlim

Hostel em Berlim bom e bem localizado

Copenhagen para Berlim de ônibus

Visitando um bunker da Segunda Guerra em Berlim

Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

Vídeo – 4 dias em Berlim

4 dias em Berlim

Berlim é uma cidade enorme, com muita história, muita atração e muita atividade para se fazer. Em 4 dias achei difícil fazer tudo que eu pretendia, mas é o mínimo para ver o básico que a cidade tem a oferecer.

4 dias em Berlim

1° dia

Sempre gosto de começar com um Free Walking Tour. Acho que é uma forma muito legal de conhecer o básico da cidade e sua história com quem entende do assunto. Fiz o “Free Tour of Berlin” com a empresa Sandeman’s New Europe e achei muito bom. Os guias são jovens, sabem muito da cidade e têm várias curiosidades. O tour começa na Pariser Platz onde está o Brandenburg Tor e o seu horário tem que ser agendado pelo site deles. Você recebe a confirmação por e-mail e é só mostrar na hora para o guia. Todos os guias da empresa estão uniformizados então é bem fácil de achar.

Pariser Platz com o Branderburg Tor ao fundo.

Do Brandeburg Tor seguimos a pé pelo antigo bunker do Hitler (que hoje não tem mais nada), depois pelo Memorial to the Murdered Jews of Europe e para o Checkpoint Charlie, o posto militar entre a Alemanha Ocidental e Oriental que possui um museu, porém no tour não o visitamos.

  

Seguimos para a Gendarmenmarkt, a praça mais bonita da cidade e passamos por uma parte do The Berlin Wall.

 

Fomos depois para o Luftwaffe HeadQuarters o prédio da Força Aérea Alemã durante o Nazismo, passando pelo Book burning memorial na Bebelplatz que é um memorial para os 20,000 livros de cientistas e estudiosos contra o regime nazista que foram queimados durante o período.

No tour passamos também pela TV Tower, a torre de TV com 203 metros de altura que dá uma vista incrível da cidade (no tour nós não subimos, mas já ouvi falar muito bem do passeio e lá no alto também tem um restaurante) e pela Humboldt University, a mais antiga universidade de Berlim por onde passaram grandes nomes como Albert Einstein e Karl Marx.

O passeio dura em média 2 horas e meia e existe um momento de intervalo em um café para descansarmos. Vale lembrar que é um tour gratuito, mas que é educado dar uma gorjeta ao guia ao final.

  

Depois do Free Walking Tour fui sozinha para o Anne Frank Zentrum, um museu lindo dedicado à vida da Anne Frank, com alguns objetos pessoais dela e que conta bastante sobre sua história. Um ótimo passeio para quem se interessa pela sua história ou que quer conhecer mais.

Depois terminei o dia no DDR Museum, um museu super legal e interativo que mostra como era o dia-a-dia na Alemanha Oriental socialista com vários itens de casa, carros, roupas, móveis, etc. Vale muito a pena.

 

2° dia

Já havia programado a minha visita ao Berliner Unterwelten, o bunker da Segunda Guerra incrível que tem em Berlim e tem um post contanto tudo aqui, mas como ele abria às 10 horas no dia que fui, visitei antes o Berlin Wall Memorial.

Do bunker fui para a Bornholmer Strasse, a ponte que ligava Berlim ocidental a oriental onde hoje tem uma exposição sobre a história da ponte e do Muro de Berlim. Foi lá que em 1989 o muro se “abriu” e a cidade deixou de ser dividida.

Depois segui para a Nova Sinagoga, um passeio muito legal para quem quer conhecer mais sobre a história dos judeus. A entrada custa 3 euros e funciona de domingo a quinta-feira das 10 às 18 e às sexta-feiras das 10 às 14.

 

Fui à Ilha dos Museus (Museumsinsel) (S-Bahn: Linhas S1, S2, S25, estação Friedrichstrasse; Linhas S5, S7, S75, estação Hackescher Markt  ou U-Bahn: Linha U6, estação Friedrichstrasse ou Ônibus: Linhas 100 e 200, parada Lustgasten; Linha TXL, parada  Staatsoper) e visitei o Pergamon Museum que tem uma área dedicada à Arte Islâmica bem legal.

Ao lado da Ilha dos Museus está o Berliner Dom a Catedral de Berlim super bonita cuja visita custa 7 euros a tarifa inteira e 5 euros a reduzida.

Terminei o dia no Topographie des Terrors, o melhor museu de Berlim sobre o Nazismo e o mais visitado da cidade. É um museu documental que mostra a história bem detalhada daquela época. O nome “topografia do terror” vem do fato de que, no mesmo lugar onde hoje é o museu, durante o Terceiro Reich, funcionava a sede da SS, a polícia secreta alemã.  Funciona de 10 às 20 hrs e a entrada é gratuita.

3° dia

Comecei o dia indo para o Campo de Concentração Sachsenheusen que fica nos arredores de Berlim e tem o post explicando todo o passeio aqui.

Quando voltei passeei pela cidade e terminei o dia no Jüdisches Museum Berlin (Museu Judaico de Berlim) que é muito impactante e emocionante. A entrada é grátis com o Museum Pass e caso você não tenha o Museum Pass o ingresso reduzido custa 3 euros e 8 a entrada inteira. Para chegar basta pegar o U-Bahn linha U1 e descer na estação Hallesches Tor ou a linha U6 na estação Hallesches Tor ou Kochstrasse e o ônibus linhas 248, parada Jüdisches Museum.

 

4° dia

Dia de ir embora.

Berlim é uma cidade muito pesada. A energia é estranha e é difícil visitar todos esses lugares que remetem a tanto sofrimento e sair “ileso”. É difícil engolir. Tinham outros passeios para serem feitos no meu roteiro, mas sem querer gastava muito mais tempo do que previsto em cada museu conhecendo um pouco mais da história que a cidade e aquelas pessoas já passaram.

Esses foram os meus 4 dias em Berlim.

Caso você tenha mais um dia ou caiba no seu roteiro, o que não deu tempo de fazer no meu foi:

  • Deutsches Historisches Museum (Museu Histórico Alemão) – museu sobre a história da Alemanha e do seu povo
  • Deutsch-Russisches Museum Berlin-Karlshorst (Museu Alemão-Russo Berlin-Karlshorst) – museu sobre a guerra entre Alemanha e União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial
  • Tränenpalast (Palácio das Lágrimas) – museu sobre a história da Alemanha Oriental e Ocidental que parece ser muito interessante
  • Schloss Charlottenburg (Palácio de Charlottenburg) – o maior palácio de Berlim
  • Nikolaiviertel – uma área que parece ser bem legal em Berlim e com uma cara mais de “medieval” e cidade do interior

Leia também

Hostel em Berlim bom e bem localizado

Copenhagen para Berlim de ônibus

Visitando um bunker da Segunda Guerra em Berlim

Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

Já falei aqui algumas vezes sobre o quanto sou interessada pela história da Segunda Guerra Mundial. Em todas minhas viagens pela Europa procuro visitar museus, seja onde for, para saber um pouquinho mais sobre a Guerra, além de ler livros e ver filmes que contam mais sobre o assunto. Visitar um campo de concentração estava na minha listinha há um tempo e quando decidi que iria para a Alemanha decidi que iria também para algum campo.

Os mais conhecidos, Auschwitz e Treblinka foram campos de extermínio, portanto precisavam ficar longe das principais cidades, já que as pessoas não poderiam saber do que ocorria lá de fato. Como eu só iria para Berlim sabia que teria que visitar algum campo mais próximo e o mais famoso próximo da capital da Alemanha é o Museu e Memorial Sachsenhausen.

Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

IMG_1032 img_1050

Como ir de Berlim para Sachsenhausen:

O campo fica bem próximo de Berlim, aproximadamente 45 minutos de trem (S-Bahn) até Oranienburg. Você vai chegar no centro de uma cidadezinha do interior muito simpática e a quantidade de turistas por lá é, obviamente, enorme. É até difícil se perder, mas após chegar em Oranienburg logo na frente da estação de trem tem um ponto de ônibus onde é possível pegar o 804 até Gedenkstätte (parada do Sachsenhausen) ou caminhar, que foi a opção que escolhi. No dia que fui o ônibus demorou muito e eu e mais um grupo de umas cem pessoas que estavam por lá fomos andando e demorou mais ou menos 25 minutos. O ticket do S-Bahn custa 3 euros e do ônibus 1,40 euros.

img_1034 img_1035

A entrada para o campo e o museu é gratuita, mas aconselho alugar um audioguide por 3 euros que com certeza fez muita diferença por ser muito explicativo e deixar tudo mais claro. O mapa também é essencial para entender todo o campo que é bem grande.

img_1036 img_1037

Depois de passar da entrada que é onde deixamos as bolsas em lockers e alugamos o audioguide tem um caminho para a entrada do campo e a experiência começa ali, vendo todas aquelas imagens, depoimentos e frases nos muros. Ao chegar na entrada do campo de fato vemos um portão de ferro entreaberto com a famosa frase “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta) que existia em todos os campos.

img_1043-001 img_1045

O campo é muito grande e dividido em várias “alas”, todas muito preservadas que nos dá uma noção ampla de como era a estrutura do Sachsenhausen.

img_1052 img_1055

Vários itens dos prisioneiros do Campo estão no museu.

img_1054 img_1060

Foi uma das experiências mais impactantes e chocantes que já vivi. A energia de um campo de concentração é tão pesada que dá para sentir. É impossível não se emocionar e não se sentir mal, mas é muito interessante e ver com os próprios olhos nos sensibiliza mais para o mundo. Quem tiver a oportunidade não pode deixar de ir.

img_1066 IMG_1073

Memorial and Museum Sachsenhausen

Endereço: Strasse der Nationen 22, 16515 Oranienburg

Funciona todos os dias de 8:30 às 16:30

Leia também

Hostel em Berlim bom e bem localizado

Copenhagen para Berlim de ônibus

Visitando um bunker da Segunda Guerra em Berlim

Anne Frank House – a melhor forma de visitar

Hostel em Berlim bom e bem localizado

Berlim é uma cidade grande e como toda cidade grande tem um certo perigo. Pensando nisso pesquisei bem qual hostel que ficaria principalmente de acordo com a região. Com o número crescentes de imigrantes na cidade certas áreas vêm ficando cada vez mais perigosas. Além de uma boa localização queria também transporte público próximos, no mínimo uma linha de ônibus e uma de S-Bahn ou U-Bahn.

01
Recepção do The Cat’s Pajamas Hostel. Foto: Reprodução

Juntando tudo isso encontrei o hostel perfeito pra mim, o The Cat’s Pajamas Hostel. O hostel é excelente, tem nota 9/10 de quase 3.000 avaliações no Booking e está localizado no bairro Kreuzkölln, uma área bem cool e legal da cidade, com vários bares e lojas.

2971971
Quarto compartilhado. Foto: Reprodução

Na frente do The Cat’s Pajamas Hostel está a Praça Hermannplatz com uma estação de U-Bahn das linhas U7 e U8, lanchonetes como Mc Donald’s e Subway além de quatro pontos de ônibus na rua do hostel. O hostel é todo novo, com elevador, ótimas instalações e banheiros privativos nos quartos compartilhados. A cozinha e a recepção também são excelentes.

20 design-first-hostel-second-cats-pyjamas-berlin-01-1024x769

A diária do quarto compartilhado (misto, feminino ou masculino) custa €21. O link para reservas com cancelamento grátis é este.

Leia também

Anne Frank House – a melhor forma de visitar

Como ir do aeroporto de Copenhagen ao centro

Albertina, o museu mais lindo do mundo em Viena

Vídeo – 3 dias em Copenhagen

O melhor hostel da vida em Copenhagen

Copenhagen para Berlim de ônibus

Nessa viagem de 30 dias na Europa, pela primeira vez, viajei por lá de ônibus e posso afirmar uma coisa: é a melhor forma. Claro, se o destino é longe não tem muito jeito, mas ônibus é prático e barato. Primeiro que você não perde tanto tempo indo para o ponto como se perderia indo para um aeroporto, por exemplo. Você chega lá 15 minutos antes da hora marcada e já está de bom tamanho, além de que, diferente do trem, você não tem que pagar nada além da passagem (muitos trens tem que, além do preço do ticket, pagar pelo assento). Foi a forma que mais usei para viajar entre os países e cidades que visitei.

Copenhagen para Berlim de ônibus

Paguei em torno de 30 euros para viajar entre Copenhagen e Berlim, uma viagem de 7 horas que nem vi passar. A forma mais rápida de ir de uma cidade para outra é atravessando o mar, indo por terra demora mais. Eu não sabia disso e no ticket que comprei não tinha nada escrito. Eis que estou admirando a paisagem e vejo que o ônibus está indo em direção a água. Não entendi nada. Ficamos parados uns 10 minutos até que entramos em um ferry. Foi uma surpresa muito boa, tenho certeza que a viagem não teria sido tão legal.

A primeira parte de terra firma da Alemanha que avistei do ferry.

A empresa que viajei é a Eurolines e comprei a passagem no próprio site deles.

O ferry é como um navio, tem lojas, banheiros ótimos, restaurantes, free shop, sala de jogos e tudo que se pode imaginar, então a viagem passou muito rápido. Quando cheguei lá já estava morta de fome e comi salsicha com batata frita, mas depois descobri que tinha outros restaurantes no segundo andar do ferry.

IMG_0678-001 IMG_0696

Assim que chega na Alemanha, o ônibus sai do ferry e pega estrada rumo a Berlim. A viagem é super tranquila e vale muito a pena. A Eurolines cobre quase todos os países da Europa, viajei com eles outras vezes também.

IMG_0702 IMG_0688

Cheguei em Berlim na estação de ônibus ZOB e ao lado tem uma estação de S-Bahn, que peguei para ir ao hostel. Prático, barato e confortável.

Leia também:

O melhor hostel da vida em Copenhagen

Christiania – tudo sobre a “cidade livre” em Copenhagen

Vídeo – 3 dias em Copenhagen

Como ir do aeroporto de Copenhagen ao centro