Roteiro de 3 dias em Viena

Sempre que vou fazer um roteiro para alguma cidade pesquiso bastante qual a quantidade de dias ideal para ver “tudo” que tem que ver. Sempre acontece de no último dia eu descobrir várias outras coisas para fazer e não ter mais tempo, mas é sempre uma boa desculpa para voltar. Com Viena não foi diferente. A cidade é muito tranquila de visitar. Tudo muito civilizado e boa parte do passeio turístico é possível fazer a pé ou com os metrôs e trams que funcionam super bem. Decidi que ficaria 3 dias por lá e este foi o meu roteiro dia-a-dia.

Roteiro de 3 dias em Viena

1° dia

Cheguei na cidade depois do almoço, então tive apenas a tarde/noite para passear. Comecei pelo centro de Viena visitando a Stephansdom (Catedral de Santo Estevão), a famosa catedral em estilo gótico com um “telhado” incrível. É possível subir na torre da Catedral para ter uma vista dessa parte da cidade. Atrás da Catedral está a famosa Casa de Mozart, que é uma das atrações da cidade.

A Catedral de Santo Estevão e seu famoso telhado.

A região de Santo Estevão é onde fica o comércio principal e é por lá que encontra-se lojas como Zara, Topshop, etc. Depois segui para o Complexo Hofburg, que tem jardins incríveis, restaurantes, cafés e um dos blocos do complexo é o MuseumsQuartier, um quarteirão só com museus. Pelo horário não pude visitar, mas já estava programado de voltar lá.

Detalhes do Palácio de Hofburg.

2° dia

Tirei o segundo dia para fazer coisas mais afastadas do centro da cidade. A primeira parada foi o Schloss (Castelo) Schönbrunn. Para chegar lá é só pegar o metrô U4 até a parada Schloss Schönbrunn. O preço do ingresso varia bastante, mas é a partir de €13,30 e os tipos de tour podem ser vistos no site deles. Depois segui para o Schloss Belvedere. Na estação Schönbrunn peguei a linha U1 cor vermelha e desci na estação de Sudtiroler Platz, De lá é só caminhar 5 minutos e chega no Belvedere. As opções de tickets também são variadas e tem todas as informações aqui, mas a visita completa de todo o castelo custa 20 euros para um adulto.

No Palácio de Schönbrunn.
Parte traseira do Palácio de Belvedere.

Em seguida fui para o Karlskirche, uma igreja barroca incrível que possui também um elevador panorâmico com vista para a cidade. Para chegar lá é só pegar o metrô: U1 ou U4 para Karlsplatz. Depois para o Wiener Konzerthaus, a casa de orquestra da cidade e depois para a famosa Vienna State Opera, onde é possível, também, fazer visitas guiadas no interior.

A Ópera de Viena.

3° dia

No terceiro dia comecei pelo MuseumsQuartier – complexo de museus – visitando o Kunsthistorisches Museum que é o Museu de História da Arte de Viena (metrô U2 ou U3 atéVolkstheater) e é incrível. Depois segui caminhando para o MUMOK, o Museu de Arte Moderna e Contemporânea que também vale muito a pena.

O interior do Kunsthistorisches Museum.

Do MUMOK segui caminhando para o Museu Albertina (metrô U1, U2 ou U4 atéKarlsplatz) que hoje considero como um dos meus museus preferidos no mundo e já até fiz um post dedicado só para ele aqui. Depois de dedicar algumas horas ao Albertina fui para o Rathaus um palácio incrível que hoje funciona a Prefeitura de Viena (metrô U2 até Rathaus). Quando fui estava acontecendo o Wiener Eistraum, um festival de inverno incrível que já falei sobre aqui.

A fachada do Museu Albertina.

Viena é uma cidade incrível e que pretendo com certeza voltar. Não visitei todos os pontos que pretendia como: Sigmund Freud Museum, a casa de Freud (metrô U2 atéSchotenor em seguida pegar o tram D até Schilickgasse), o Hundertwasserhaus (metrô U4 atéSchwedenplatz, depois tram N até Hetzgasse) que é um prédio super interessante com uma proposta arquitetônica muito legal. Além dessas também queria ter visitado a Donauturm uma torre de 252 metros de altura que é possível admirar a cidade inteira de Viena (programa melhor para o verão) e o Leopold Museun também no MuseumsQuartier, mas que estava fechado quando fui e tem obras incríveis de  Gustav Klimt.

Viena não é uma cidade grande, portanto praticamente todas essas atrações ficam bem perto umas das outras e podem ser feitas a pé.

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Hostel em Praga ao lado do Castelo

Praga foi uma das melhores surpresas que tive no meu “mochilão” pela Europa. Não esperava tanto da cidade, mas fiquei encantada com tudo. Além de ser linda e fácil de locomover a cidade é muito barata. Desde a comida até hospedagem foi onde menos gastei durante todo o mês que viajei.

Fiquei em um hostel, mas hoje penso que poderia ter ficado em um hotel justamente por causa do preço, que seria bem em conta, além de ser melhor para descansar já que um mês inteiro dividindo quarto não é assim tão fácil. Apesar disso o hostel que fiquei foi bem legal e é uma boa recomendação para quem vai para a cidade.

A capital da República Tcheca é divida em distritos do 1 até o 22. O 1 é a área mais conhecida e turística, praticamente inteira tombada como Patrimônio Mundial e perto de todas as atrações, podendo fazer tudo a pé.

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Vista da rua Nerudova onde está o hostel no bairro Malá Strana em Praga.

Hostel em Praga ao lado do Castelo

O Arcapay Backpackers Hostel foi onde fiquei. Está em um edifício antigo (mas com elevador) e tem um terraço lindo, localizado em Malá Strana, um dos mais importantes bairros históricos da cidade e muito charmoso. Logo atrás do hostel está o Castelo de Praga, o ponto turístico mais famoso da cidade e a Charles Bridge está há menos de 1 km de distância.

O hostel fica em uma das áreas mais altas da cidade e por as ruas serem bem estreitas e históricas não se pode passar ônibus e nem tram (tipo um bondinho), sendo assim, a subida da rua do hostel que é bem íngreme tem que ser feita a pé ou de táxi, então é bom se programar caso este seja um empecilho. O ponto de tram mais perto fica a 500 metros.

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Um dos quartos. Foto: Reprodução.

O Arpacay Backpackers Hostel é bem arrumadinho, limpo, os quartos são amplos, tem elevador, cozinha de uso comum e wifi grátis. Além de um café da manhã excelente por apenas 3 euros e uma vista incrível da cidade.

O centro histórico de Praga, onde estão os famosos “Relógio Astronômico” e a imponente “Igreja de Nossa Senhora antes de Týn” fica a 15 minutos a pé do hostel.

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A Praça da Cidade Velha com a Igreja de Nossa Senhora de Týn ao fundo.

Para reservar com cancelamento gratuito pelo Booking o link é esse.

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Praga para Viena de ônibus

A maioria das pessoas inclui em um mesmo roteiro as cidades de Praga e Viena pela sua proximidade e, como muitos costumam fazer, realizam a rota de trem. Durante meu “mochilão” pela Europa queria gastar o mínimo possível com transporte e sair do comum de “comprar um ticket de trem para um mês” e usar. Justamente pela proximidade das cidades que escolhi no leste europeu decidi fazer todas essas rotas de ônibus por ser mais barato e não demorar tanto tempo a mais que de trem.

O trajeto entre as cidades é de quatro horas e dentre as empresas que fazem a rota escolhi a Student Agency pelo custo benefício e pelo horário de saída. O ônibus saiu às 9:30 da manhã de Praga da estação de ônibus UAN Florenc  e chegou às 13:45 na estação Stadion Center em Viena. Ambas estações de ônibus possuem também uma estação de metrô o que facilitou muito.

 

O preço da rota varia muito, mas é sempre muito mais barato que o trem, por volta de 15 euros por ticket (só ida). Me surpreendi muito positivamente pelo conforto do ônibus que tinha wifi grátis; televisão com filmes, séries, músicas, canais de tv e mapa;  café e cappuccino grátis; poltronas de couro reclináveis e banheiro.

Pelo preço que paguei achei que foi muito bom, uma das melhores viagens de ônibus que fiz durante esse meu mês pela Europa. Além da Student Agency existem outras companhias que também fazem, mas a minha experiência foi muito boa.

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Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

Já falei aqui algumas vezes sobre o quanto sou interessada pela história da Segunda Guerra Mundial. Em todas minhas viagens pela Europa procuro visitar museus, seja onde for, para saber um pouquinho mais sobre a Guerra, além de ler livros e ver filmes que contam mais sobre o assunto. Visitar um campo de concentração estava na minha listinha há um tempo e quando decidi que iria para a Alemanha decidi que iria também para algum campo.

Os mais conhecidos, Auschwitz e Treblinka foram campos de extermínio, portanto precisavam ficar longe das principais cidades, já que as pessoas não poderiam saber do que ocorria lá de fato. Como eu só iria para Berlim sabia que teria que visitar algum campo mais próximo e o mais famoso próximo da capital da Alemanha é o Museu e Memorial Sachsenhausen.

Sachsenhausen, campo de concentração perto de Berlim

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Como ir de Berlim para Sachsenhausen:

O campo fica bem próximo de Berlim, aproximadamente 45 minutos de trem (S-Bahn) até Oranienburg. Você vai chegar no centro de uma cidadezinha do interior muito simpática e a quantidade de turistas por lá é, obviamente, enorme. É até difícil se perder, mas após chegar em Oranienburg logo na frente da estação de trem tem um ponto de ônibus onde é possível pegar o 804 até Gedenkstätte (parada do Sachsenhausen) ou caminhar, que foi a opção que escolhi. No dia que fui o ônibus demorou muito e eu e mais um grupo de umas cem pessoas que estavam por lá fomos andando e demorou mais ou menos 25 minutos. O ticket do S-Bahn custa 3 euros e do ônibus 1,40 euros.

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A entrada para o campo e o museu é gratuita, mas aconselho alugar um audioguide por 3 euros que com certeza fez muita diferença por ser muito explicativo e deixar tudo mais claro. O mapa também é essencial para entender todo o campo que é bem grande.

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Depois de passar da entrada que é onde deixamos as bolsas em lockers e alugamos o audioguide tem um caminho para a entrada do campo e a experiência começa ali, vendo todas aquelas imagens, depoimentos e frases nos muros. Ao chegar na entrada do campo de fato vemos um portão de ferro entreaberto com a famosa frase “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta) que existia em todos os campos.

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O campo é muito grande e dividido em várias “alas”, todas muito preservadas que nos dá uma noção ampla de como era a estrutura do Sachsenhausen.

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Vários itens dos prisioneiros do Campo estão no museu.

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Foi uma das experiências mais impactantes e chocantes que já vivi. A energia de um campo de concentração é tão pesada que dá para sentir. É impossível não se emocionar e não se sentir mal, mas é muito interessante e ver com os próprios olhos nos sensibiliza mais para o mundo. Quem tiver a oportunidade não pode deixar de ir.

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Memorial and Museum Sachsenhausen

Endereço: Strasse der Nationen 22, 16515 Oranienburg

Funciona todos os dias de 8:30 às 16:30

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O melhor gelato de Budapeste

Passei um mês viajando pela Europa sozinha no inverno de Fevereiro e durante todo esse tempo a minha companhia diária foi um gelato. Sem exagero, todo dia, em toda cidade, fazia questão de tomar um, independente se o frio estava congelante ou “aceitável”.

Em Budapeste não foi diferente e lá, das três vezes que tomei, duas foram no mesmo lugar (arrependi de não ter sido três). Passeando pela região da Basílica de Santo Estevão avistei, logo ao lado da entrada (faixada principal) uma gelateria super charmosinha e fui lá conferir.

A gelateria era a Gelarto Rosa, considerado o melhor gelato de Budapeste. Pedi um de dois sabores caramelo salgado com panna cota e Oreo. O de caramelo salgado foi sem dúvida o melhor que já experimentei na vida e o de Oreo que estava uma delícia.

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Meu gelato com a Basílica de Santo Estevão ao fundo.

O gelato custa em torno de 4 a 6 euros e vale muito a pena. Quem estiver em Budapeste não pode deixar de ir lá experimentar. O endereço é Szent István tér 3, mas para facilitar é só ir para a Basílica que de lá não tem erro. Nessa foto que tirei estava exatamente na porta da Gelarto Rosa.