Kortrijk – uma cidadezinha no interior da Bélgica

Kortrijk em neerlandês e em francês Courtrai (se fala cortrêk). Uma cidadezinha no interior da Bélgica de apenas 200.000 habitantes e muita, mas muita beleza pra oferecer.

Meus pais moraram lá há uns 20 anos durante um curto período por causa do trabalho do meu pai e, como a Bélgica estava incluída no nosso roteiro na última vez que fomos à Europa, decidimos que iríamos visitar o interior e ficar em Kortrijk.

A maioria das pessoas que visita a Bélgica visita a capital Bruxelas, Bruges e no máximo Gent, a cidade universitária mais badalada do país, mas não conhece o resto das cidadezinhas que tem ali por perto e não sabem o que estão perdendo. Como tínhamos alugado carro, pudemos ver muita coisa legal, e pelo fato de meus pais já terem morado lá, eles conheciam a Bélgica e as estradas muito melhor que a maioria dos turistas.

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Estávamos lá na época da Copa do Mundo e a cidade estava toda enfeitada.

No total, apenas na Bélgica, visitei seis cidades: Kortrijk, Antuérpia, Waterloo, Bruxelas, Bruges e Gent e a minha favorita, por incrível que pareça, foi Kortrijk. Brugues eu já conhecia e pra mim era a cidade mais fofa do mundo, mas mudei de opinião nessa viagem.

Kortrijk é uma cidade bem pequena, com um comércio de rua ótimo, um shopping muito bom (de cidade grande), restaurantes excelentes e todo aquele clima de cidadezinha de interior: feirinha no domingo, todo mundo se encontra na praça e o meio de locomoção mais usado é a bicicleta (#sonho).

Quem conhece Brugges e se apaixonou achando que estava em um filme medieval com todos aqueles castelinhos, lindas praças e construções, precisa conhecer Kortrijik.

O único ponto ruim é que tudo lá fecha muito cedo. Às 18 horas (no verão :O) não víamos mais ninguém na rua, apenas nos bares e pubs fechados, mas passeando na rua era muito difícil ver mesmo com o dia claro. Ou seja: é uma cidade para ficar 1, 2 dias e depois partir para um lugar mais badalado como Gent, que fica a 42 km, ou Bruxelas.

Onde ficar em Kortrijk?

Post com todos os detalhes de onde ficar em Kortrijk aqui.

O que fazer em Kortrijk?

O bacana da cidade é curtir os restaurantes, bares e pubs à noite e durante o dia conhecer a Grote Markt, a praça principal da cidade; o Broeltowers, o principal cartão postal; a Igreja de Saint Martin; o shopping K in Kortrijk que tem várias lojas de artigos de cozinha e casa, além de muitas lojas de marcas belgas; o City Hall e Artillery Tower.

Ficamos 4 dias na “cidade”: 1 e meio dedicados apenas para ela e os outros fomos para cidadezinhas vizinhas como eu havia falado e achei assim o ideal (fomos até em um mosteiro que produz cervejas, mas isso é história para outro post 🙂

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Viajar com a família é ótimo, com o namorado também, com as amigas então, nem se fala, mas viajar sozinho é bom demais.

10 coisas que aprendi viajando sozinha por esse mundo

O mundo é muito grande. Isso vai muito além do espaço físico. O mundo é enorme, com milhares de culturas, pessoas, lugares, línguas e hábitos diferentes. Não tem nada melhor que descobrir isso com os próprios olhos e abrir a  cabeça para o novo e o desconhecido. Para mim o inusitado mesmo foi ficar amiga de uma muçulmana que apenas seus olhos era possível enxergar e, mesmo com todas as diferenças culturais, ver que somos parecidas.

Thank you. Só quando viajamos para fora do país que percebemos o quanto é maravilhoso falar inglês ou pelo menos entender o mínimo que seja (se você não sabe ainda, nunca é tarde para aprender). Nos poupa tempo, stress e ainda conhecemos gente nova e compartilhamos ideias. Ou seja: só benefício!

Não. Esqueça. Nada. Quando se está sozinho em algum lugar a atenção é redobrada. Em metrôs, trens, aeroportos, aviões, ônibus, enfim, em qualquer lugar, nunca é demais dar mais umas dez olhadas e conferir se não deixou nada pra trás.

Tenha sempre um livro em mãos. Não é todo aeroporto que tem free wi-fi, aliás, são bem poucos, portanto tenha sempre seu livro com você. Se não curte ler pega um mapa do seu destino e vai aprender mais sobre a cidade. No meu último mochilão não levei nenhum livro pra economizar espaço. Que erro. Devia ter deixado umas roupas pra trás…

Ser brasileiro é legal demais. Não somos o povo mais nacionalista do mundo, afinal os americanos tão ai pra isso, mas quando se trata de brasileiro no exterior, a gente morre de orgulho. Do povo caloroso, da cultura, das praias maravilhosas, do futebol e desse país tão diversificado que somos. 8 em 10 brasileiros que dizem que são do Brasil lá fora recebem, com entusiasmo, um: REALLY? That’s cool!

Há uma diferença enorme entre estar sozinha e estar solitária. Aprendi que estar sozinha não é a mesma coisa que estar solitária. Estou sozinha e me sinto por inteiro, estou por inteiro em qualquer lugar que for e é diferente da solidão. Existe muita gente que está rodeada de pessoas, mas se sente solitária.

Chamadas de vídeo acalmam o coração. Quando bate a solidão nas viagens sozinhas, nada melhor que fazer aquele skype/facetime com quem a gente gosta pra matar a saudade.

Saber falar “obrigado” e “bom dia” na língua local nunca é demais. Você não precisa saber todas as línguas do mundo, mas se estiver indo para a França é legal saber falar um “merci”, né?

Quarto de hotel e hostel só para dormir. A wifi no hotel é grátis e você quer ficar no whatsapp contando pros amigos sobre a viagem? Desce pro saguão. Principalmente se for hostel, por que aí sim a diversão está toda lá em baixo (ou em cima, se for o caso). Legal mesmo é ver e conhecer gente nova, não precisa ficar trancado no quarto.

“Esqueça o cel e olhe o céu.” Quando a gente volta de viagem só bate aquele arrependimento de ter ficado tanto tempo no celular… A cada viagem descubro isso um pouquinho mais. Então, por mais difícil que seja, estou aprendendo a deixar o celular de lado e aproveitar o momento. 90% do que vemos e conversamos podem ser resolvidos depois.

No chão, mala embaixo e livro na mão.

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Antes de ir para Santiago eu havia pesquisado e vi que em um período de 5 dias, com 4 era possível conhecer bem a cidade e que o 5° muitas pessoas optavam por viajar para Valparaíso e Viña del Mar.

A maioria costuma ir em excursões que tem o preço aproximado de U$63 e que visitam em um mesmo dia as duas cidades, mas achei tantos pontos negativos sobre essa experiência espalhados em blogs que desisti e decidi que iria por conta própria.

Roteiro 1 dia em Viña del Mar

Depois de procurar bem vi que tinha duas opções de empresa de ônibus e que teria que decidir entre ir para as duas cidades e pegar um “metrô” entre elas, ou ir apenas para uma e comprar a passagem de ônibus ida e volta para uma cidade só. Achei a segunda opção mais simples, já que seria apenas uma tarde e que não dormiríamos lá.

Valparaíso, pelo que pesquisei, não é uma cidade tão atrativa como Viña. Apesar de ter a famosa casa “La Sebastiana” de Pablo Neruda, não tinha muito mais que visitar do que isso. E optei por ir apenas para Viña, pois li relatos de que era um balneário mais bem conservado, turístico e que tinha mais coisas interessantes para fazer.

Como ir?

Existem dois terminais de ônibus em Santiago para essa viagem e ambos ficam localizados em estações de metrô – o Terminal Alameda fica em frente à Estação Universidad de Santiago (Linha 1 – Vermelha) e o Terminal Pajaritos fica na saída da Estação Pajaritos (Linha 1 – Vermelha). Compramos no dia anterior à viagem a passagem ida e volta por 8000 pesos no terminal e no dia seguinte viajamos sem nenhum problema.

A viagem é rápida e no trajeto é possível ver várias vinícolas, que podem ser incluídas no roteiro.

O que visitar em Viña del Mar? 

  • Avenida Peru – a principal avenida na orla da praia, super movimentada e cheia de turistas. Para mim vale a ida à cidade ficar passeando pela orla, descer um pouquinho na praia e tomar um drink
  • Museo Fonck – museu arqueológico com peças encontradas na Ilha de Páscoa

 

escultura da ilha de páscoa na entrada do fonck e vista do mar
  • Museu de Bellas Artes – um prédio lindo com peças chilenas e européias
  • Relógio de Flores – o famoso relógio de flores que fica pertinho da orla do W Hotel

 

relógio de flores e vista do alto do castillo wulff
  • Playa Miramar – a principal praia da cidade
  • Castillo Wulff – castelo lindo localizado a beira mar. Aconselho subir até o topo, a vista é linda

 

castillo wulf e vista do mar da playa el sol

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Como eu já havia falado no outro post sobre Santiago, eu me hospedei na região da Providência, considerado um dos melhores e mais seguros bairros da cidade. Apesar da maioria dos pontos turísticos de Santiago ficarem na parte central – Palácio de La Moneda, Plaza de Armas, etc- não é o melhor lugar para se hospedar.

Onde ficar em Santiago

Tinha visto muitas indicações sobre o Ibis Providência e, por ja conhecer a rede e saber da qualidade resolvi fazer a reserva com cancelamento grátis pelo Booking.

O hotel me surpreendeu muito positivamente, o café da manhã é ótimo, o atendimento é muito bom e o principal fator: a localização. Fica literalmente do outro lado da rua de uma estação de metrô, tem supermercado, farmácia, restaurantes, fast-food (Subway e Domino’s) tudo muito próximo mesmo do hotel, no máximo 5 minutos de caminhada.

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Fotos: Reprodução do site oficial do Ibis Providência.

O único ponto negativo é não ter frigobar no quarto, por ser uma rede mais econômica, mas não interferiu em nada. O quarto tem um tamanho razoável, nada de luxo, mas bem confortável.

Para quem está procurando uma opção em conta e confortável em Santiago o Ibis Providência é uma boa opção. A reserva pode ser feita pelo Booking.

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Santiago é uma cidade encantadora. Nos pontos positivos da Europa lembra a Europa e nos pontos positivos da América Latina, lembra a América Latina, ou seja, é um lugar bacana, seguro e com gente simpática e atenciosa. O transporte público na cidade funciona muito bem e por isso não usei taxi nenhum dia, apenas metrô, que é ótimo, ônibus e aindei bastante a pé.

Do aeroporto para o hotel

No trajeto do aeroporto para o Ibis Providência (tem post falando dele aqui) e para voltar ao aeroporto optei por contratar um serviço de transfer, já que chegamos na cidade bem de noite e é bem mais rápido. Fechei com a empresa Transvip e achei o serviço muito bom e foi o melhor preço que encontrei. Eles oferecem taxi executivo, transfer exclusivo e transfer compartilhado, que foi a opção que escolhi

Roteiro de 5 dias em Santiago:

1° dia

No primeiro dia fomos para a parte central da cidade, conhecer as principais atrações: Plaza de Armas; Palácio de La Moneda; Paseo Ahumada, Museu de Arte Pré-Colombiana e o Mercado Central. Eu havia planejado de visitar o Mercado no 2° dia, mas cheguei à Plaza de Armas e pelo mapa (não desgrudei dele nem um segundo, tem em todos os hotéis gratuitamente) vi que era bem perto, e fomos a pé pra lá.

O Palácio de La Moneda é a atual sede da Presidência da República do Chile, portanto não é possível visitar suas salas e gabinetes, mas é possível fazer uma visita pela parte externa do palácio e os jardins que são bem bonitos, mas nada demais. Essa visita é gratuita e não é preciso agendar, só fiquei sabendo quando vi uma fila com várias pessoas e perguntei para um guardinha o que significava. Entramos na fila, mostramos o passaporte, passamos por uma verificação e fomos.

  

O Paseo Ahumada é uma avenida fechada para o comércio. Lá se encontram as melhores lojas do Chile.

Museu de Arte Pré-Colombiana é próximo do Paseo Ahumada, não me lembro ao certo o preço do ingresso, mas não é muito barato. O museu é bonito, mas as peças são bem repetitivas.

Entrada do Centro Cultural La Moneda.

2° dia 

O segundo dia começou com a ida ao Museu de Bellas Artes, depois passeamos pelo Parque Forestal, que se localiza na rua à frente ao museu e caminhamos até o Patio Bellavista. Em seguida fomos a La Chascona, casa do Pablo Neruda e, em seguida, fomos a pé para o Cerro San Cristóbal.

O Museu de Bellas Artes é um dos mais bonitos que visitei em Santiago, principalmente por suas obras no estilo neo-clássicas. A sua sala principal lembra bastante o Musée d’Orsay em Paris, numa versão “miniatura”. O ingresso custa 3.000 pesos chilenos e estudante paga meia. Apresentei minha carteirinha do Brasil e eles aceitaram.

  

Parque Forestal é lindo, bem cuidado e tem até uma biblioteca aberta perto de cada banco para ler os livros enquanto descansa.

Almoçamos no Patio Bellavista e  eu adorei! É um lugar ótimo, com várias opções de restaurantes desde pizza, churrasco, Mc Donalds até restaurantes japonêses, além de gelaterias e lojinhas de artesanato local. Do lado de fora do Pátio para quem está procurando opções mais baratas tem Subway, Taco Bell e fast-foods locais.

Pizza da pizzaria "Pizza Factory", no Patio Bellavista
Pizza da pizzaria “Pizza Factory”, no Patio Bellavista

A pé fomos para a La Chascona que é uma parada obrigatória. Mesmo se você já não for fã de Neruda, só de fazer o tour pela casa e ouvir o que cada cômodo e objeto significava para ele você se torna um admirador na hora. O tour é muito legal, mas não pode tirar foto das áreas internas, apenas dos jardins e áreas externas.

Da casa de Neruda fomos para o Cerro San Cristóbal, nossa útlima parada no dia. A fila estava enorme, mas ela anda rápido, pois a súbida é feita de bondinho, e nele cabem muitas pessoas. A vista de lá é linda, mas depois de irmos ao San Cristóbal, não fomos ao Cerro Santa Lúcia e demos lugar para outro programa.

  

3° dia 

Dia de compras! Fomos ao shopping Costanera Center, o maior da América Latina. Ele é cheio de loja legal, H&M, Forever 21 e muitas outras, além de um supermercado enorme e várias lojas tipo Leroy Merlin e Etna. Fomos a pé para o shopping apesar de ser bem afastado (foram aproximadamente 26 blocos do hotel até lá), mas a gente queria conhecer o bairro Providência, que já estava no roteiro, então juntamos o útil ao agradável e cansamos um pouquinho, mas valeu a pena. Na volta pegamos o metrô que tem na frente do shopping. No geral achei as coisas no Chile com preços muito bons comparado ao Brasil.

4° dia

Fomos ao bairro Paris Londres que na verdade é a região do cruzamento das Calles Paris e Londres. Lembra muito a Europa pelas construções, estilo das ruelas e os cafés, mas como fomos no domingo estava tudo fechado então não aproveitamos direito. Dica: o comércio todo de rua em Santiago fica fechado aos domingos, literalmente tudo, então é melhor ir para shopping ou fazer alguma viagem à vinícolas ou cidades perto, ficar lá para turistar não vale a pena. Fomos ao Museu e Iglesia San Francisco e depois fomos para a região do hotel jantar.

Cruzamento das Calles Paris e Londres.

5° dia

O último dia de viagem foi dedicado à cidade litorânea localizada a 120 km de Santiago, Viña del Mar. O post completo está aqui!

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Vista da praia em Viña del Mar.

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Salar de Uyuni, Bolívia

Antes de ir para o Salar de Uyuni pesquisei muito à respeito em outros blogs. Pelo que eu tinha visto seria uma viagem econômica, uma espécie de mochilão e com esse tipo de viagem, principalmente em um país pobre, esperava condições não muito boas. Estava hospedada na casa de uma amiga em La Paz e aproximadamente 3 semanas antes ela olhou um pacote em uma agência de viagens lá mesmo e o preço foi U$500 + passagem de volta. Me espantei, pois pelo que eu havia lido seria algo em torno de U$200 no máximo, mas, claro, topei mesmo assim.

Foto do deserto tirada do trem.

Não sabia muito bem como iria acontecer, só fiquei sabendo um dia antes e foi o seguinte: iríamos de trem, por que essa minha amiga já tinha ido lá uma outra vez e disse que a paisagem é linda, e que valia muito a pena, e voltaríamos de avião. Lá ficaríamos no “Palacio de Sal” e que faríamos um tour exclusivo, com um guia apenas para nós 3 e eles providenciariam o almoço etc.

Saímos de La Paz por volta de 7h e fomos com um motorista para Oruro, uma cidade que fica a 3 horas de lá. Oruro é uma cidade muito pobre e não tem praticamente nada, porém o trem para o Salar sai de lá, e na cidade, apesar da situação precária, podemos ver muitos turistas de todo o mundo. Pegamos o trem rumo ao Salar a tarde e 8 horas depois chegamos na cidade de Uyuni.

Fotos tiradas no trajeto do trem

  

Dica: Não recomendo a viagem de trem por dois simples motivos: é o mesmo preço da passagem de avião e o trem balança muito literalmente 8 horas seguidas. Não tem como dormir e tampouco descansar, apenas ler, ouvir música e refletir na vida. Acabei um livro inteiro nesse trajeto. Sem contar que a paisagem que minha amiga havia falado não “estava lá”. Na época da cheia fica muito bonito, pois parece que o trem está andando sob o mar, mas fomos na época de seca e só podíamos ver o deserto e nada mais. Não que o deserto não seja bonito, mas 8 horas trancadas em um trem só vendo deserto começa a ficar meio cansativo…

Enfim, após tantas horas de viagem finalmente chegamos a cidade de Uyuni e um motorista (estava tudo incluído no pacote, por isso tão “exclusivo”) nos buscou na estação de trem e nos levou ao hotel que passaríamos a noite para de manhã, prosseguir para o Salar.

Ficamos no Jardines de Uyuni, e parecia ser o único bom hotel da cidade e era ótimo, com um design super legal, café da manhã bom e estava cheio de turistas da Ásia (não consegui identificar, rs), o único ponto ruim era que a wifi naquele dia específico não estava funcionando em toda a cidade, mas de resto foi uma experiência boa.

Acordamos e o mesmo motorista nos levou para o tour. Começamos a “adentrar” o deserto e a primeira parada foi o Cemitério de Trens que é um lugar de trens abandonados há muitos anos e hoje em dia é um ponto turístico para tirar fotos e apreciar o lugar que é super bacana. Tiramos muitas fotos e fomos direto pro Salar.

  

A diferença do nosso tour para os demais é que os outros você faz com um grande número de pessoas que não necessariamente se conhecem que se dividem nos jeeps e é aquela excursão básica: esperar todo mundo fazer tudo e ser “obrigado” a fazer algumas coisas mesmo que você não queira.

No salar começamos o tour e tiramos muitas fotos e logo logo já estávamos com fome e os guias tinham preparado o almoço, que foi levado no carro conosco. Fizemos um piquenique no meio do deserto e foi uma das coisas mais legais que já vi! Comemos muita quinoa, que é típico da região de Uyuni (e, ao contrário do Brasil, o grão é bem mais barato que o arroz) e carne de ilhama (não experimentei). Eles disseram (e eu ja havia lido relatos) que as excursões comuns comem em um restaurante que tem lá.

Nosso piquenique no deserto.
Nossa mesinha do picnic e o carro que estávamos usando.
Nossa mesinha do picnic e o carro que estávamos usando.

Depois do piquenique continuamos com o tour e tiramos muitas fotos.

Tivemos que improvisar para tirar as fotos de perspectiva e a única coisa que tínhamos na hora era a garrafa de Coca Cola.
Tivemos que improvisar para tirar as fotos de perspectiva e a única coisa que tínhamos na hora era a garrafa de Coca Cola.

  

Atravessamos o Salar e subimos uma montanha, estacionamos o jeep e continuamos o trajeto a pé. A experiência é fantástica, mas é preciso bastante fôlego, afinal 4.000 metros subindo morro não é pra qualquer um.

Dica: leve na mochila sempre água, alguma fruta e papel-higiênico. Você vai encontrar banheiro lá, mas sem papel.

Uma espécie de vilarejo, onde tem banheiro, mas não tem papel. Existem várias pessoas morando aí.
Uma espécie de vilarejo, onde tem banheiro e informações turísticas (não vimos ninguém lá). Existem várias famílias morando aí.
Ilhamas <3
Ilhamas <3
Vista da montanha de parte do Salar.

   

Depois de subir a montanha, voltamos e fomos direto para a Ilha dos Cactos outro ponto turístico do Salar, uma montanha com cactos gigantes e que se tem a melhor vista de todo o deserto. É incrível, então recomendo guardar o fôlego para mais essa subida.

A melhor vista do Salar, na Ilha de Cactos.
A melhor vista do Salar, na Ilha de Cactos.
Quando estávamos chegando na Ilha de Cactos.
Quando estávamos chegando na Ilha de Cactos.  

Depois da Ilha de Cactos fomos em direção ao hotel, parando mais uma vez apenas para ver o pôr-do-sol. É nessa hora que as pessoas tiram aquelas fotos que refletem a paisagem, porém como ja disse anteriormente, fomos em uma época seca (Dezembro), portanto o sal não estava “molhado” capaz de refletir, infelizmente. Tenho um amigo foi em fevereiro e conseguiu tirar esse tipo de foto.

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Imagem enviada por um amigo que foi em outra época e conseguiu tirar as fotos com efeito espelho.
Imagem enviada por um amigo que foi em outra época e conseguiu tirar as fotos com efeito espelho.

Onde ficar?

Post detalhado do hotel que ficamos aqui.

Voltamos de avião com a empresa boliviana Amaszonas e o vôo tem duração de 45 minutos. Não me arrependi de ter ido de trem, só não recomendo e não repetiria.

A experiência foi inesquecível, quem tiver a oportunidade de ir para a Bolívia não pode deixar de ir visitar o Salar de Uyuni.

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