3 dias em Praga

Como já comentei neste post  sobre o hostel que fiquei, achei Praga uma surpresa muito boa. Não esperava tanto de lá e me surpreendi muito positivamente. A cidade é relativamente pequena e 3 dias por lá é possível ver e fazer os programas turísticos.

3 dias em Praga

1º dia

Como já comentei em outros posts, sempre gosto de começar o roteiro em alguma cidade (principalmente na Europa onde é muito comum) fazendo o Free Walking Tour. Sempre os tours são realizados por algum estudante de história ou alguém que sabe muito sobre a cidade e é cheio de curiosidade e informações interessantes que não acharíamos em outro lugar.

Assim como em Berlim, fiz o Free Walking Tour com a Sandeman’s e o ponto de encontro é na Praça da Cidade Velha. Para participar é preciso reservar um horário pelo site deles. O tour é apenas na parte baixa da cidade e começa na Praça da Cidade Velha onde estão o Relógio Astronômico e a Igreja de Nossa Senhora de Týn e percorre vários pontos da parte baixa da cidade.

O Free Walking Tour abrange muitos lugares em um tempo relativamente curto – em torno de 3 horas. Portanto o mais legal do tour são as curiosidades e as informações que não saberíamos visitando por conta própria.

Depois do tour visitei sozinha alguns lugares que já havia visitado, mas com mais calma. Nesse primeiro dia fiquei apenas na Cidade Velha e por lá além do Relógio e da Igreja – que são os monumentos mais famosos da Praça – também estão a Igreja de St. Nicholas e a Torre da Antiga Prefeitura (dá pra subir!) para curtir o visual da cidade.

Depois fui para o Bairro Judeu onde é possível visitar o Museu Judaico de Praga que é composto por quatro sinagogas, a Klausen, a Maisel, a Pinkas e a Espanhola, além do Velho Cemitério Judaico. Os ingressos e mais informações podem ser encontrados no site oficial do Museu. Uma curiosidade muito legal que fiquei sabendo no Free Walking Tour é que no passeio, na frente de várias casas no bairro Judeu existem plaquinhas de bronze no chão com o nome, a data de nascimento e para qual campo de concentração o judeu que morava lá foi levado.

Exemplo das plaquinhas na frente de uma casa no Bairro Judeu em Praga.

Em seguida fui para a Charles Bridge, a ponte mais antiga da cidade e um dos cartões postais de Praga. Ela tem quase meio quilômetro de extensão e separa o Distrito do Castelo da Cidade Velha (onde fica a Praça).

 

2° dia

No segundo dia visitei o Distrito do Castelo que é um complexo composto por vários prédios, dentre eles a Catedral de St. Vitus, o Antigo Palácio Real e a Basíllica de St. George. Existem três circuitos para visitar o Distrito do Castelo, o A, o B e o C. Cada um abrange monumentos diferentes e os preços também variam entre 250 CKK e 350 CKK. As informações sobre como visitar o Castelo de Praga estão no site.

Catedral de St. Vitus.

Neste dia visitei também a Lennon Wall, a famosa parede que começou a ser grafitada nos anos 80 com letras de música dos Beatles e que causou irritação no regime Comunista diversas vezes.

John Lennon Wall.

Se sobrar tempo recomendo descer pela Rua Nerudova para a Cidade Baixa e passear pela Praça e seus arredores de novo. Por lá existem muitos restaurantes e cafés legais.

3° dia

No terceiro dia visitei a Cidade Nova, região que fica nos arredores do centro histórico, com prédios mais novos e diversos centros comerciais. Por lá passei pela Praça Venceslau e fui ao Museu Nacional que é lindo. Outra atração imperdível nessa parte da cidade é o Prédio Dançante, edifício localizado às margens do Rio Vltava com uma arquitetura super legal.

A “Casa Dançante”.

Para fazer comprar e ir em lojas a melhor opção em Praga é a Na Příkopě, avenida onde estão as principais lojas e as mais conhecidas.

A Na Příkopě em Praga.

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4 dias em Berlim

Berlim é uma cidade enorme, com muita história, muita atração e muita atividade para se fazer. Em 4 dias achei difícil fazer tudo que eu pretendia, mas é o mínimo para ver o básico que a cidade tem a oferecer.

4 dias em Berlim

1° dia

Sempre gosto de começar com um Free Walking Tour. Acho que é uma forma muito legal de conhecer o básico da cidade e sua história com quem entende do assunto. Fiz o “Free Tour of Berlin” com a empresa Sandeman’s New Europe e achei muito bom. Os guias são jovens, sabem muito da cidade e têm várias curiosidades. O tour começa na Pariser Platz onde está o Brandenburg Tor e o seu horário tem que ser agendado pelo site deles. Você recebe a confirmação por e-mail e é só mostrar na hora para o guia. Todos os guias da empresa estão uniformizados então é bem fácil de achar.

Pariser Platz com o Branderburg Tor ao fundo.

Do Brandeburg Tor seguimos a pé pelo antigo bunker do Hitler (que hoje não tem mais nada), depois pelo Memorial to the Murdered Jews of Europe e para o Checkpoint Charlie, o posto militar entre a Alemanha Ocidental e Oriental que possui um museu, porém no tour não o visitamos.

  

Seguimos para a Gendarmenmarkt, a praça mais bonita da cidade e passamos por uma parte do The Berlin Wall.

 

Fomos depois para o Luftwaffe HeadQuarters o prédio da Força Aérea Alemã durante o Nazismo, passando pelo Book burning memorial na Bebelplatz que é um memorial para os 20,000 livros de cientistas e estudiosos contra o regime nazista que foram queimados durante o período.

No tour passamos também pela TV Tower, a torre de TV com 203 metros de altura que dá uma vista incrível da cidade (no tour nós não subimos, mas já ouvi falar muito bem do passeio e lá no alto também tem um restaurante) e pela Humboldt University, a mais antiga universidade de Berlim por onde passaram grandes nomes como Albert Einstein e Karl Marx.

O passeio dura em média 2 horas e meia e existe um momento de intervalo em um café para descansarmos. Vale lembrar que é um tour gratuito, mas que é educado dar uma gorjeta ao guia ao final.

  

Depois do Free Walking Tour fui sozinha para o Anne Frank Zentrum, um museu lindo dedicado à vida da Anne Frank, com alguns objetos pessoais dela e que conta bastante sobre sua história. Um ótimo passeio para quem se interessa pela sua história ou que quer conhecer mais.

Depois terminei o dia no DDR Museum, um museu super legal e interativo que mostra como era o dia-a-dia na Alemanha Oriental socialista com vários itens de casa, carros, roupas, móveis, etc. Vale muito a pena.

 

2° dia

Já havia programado a minha visita ao Berliner Unterwelten, o bunker da Segunda Guerra incrível que tem em Berlim e tem um post contanto tudo aqui, mas como ele abria às 10 horas no dia que fui, visitei antes o Berlin Wall Memorial.

Do bunker fui para a Bornholmer Strasse, a ponte que ligava Berlim ocidental a oriental onde hoje tem uma exposição sobre a história da ponte e do Muro de Berlim. Foi lá que em 1989 o muro se “abriu” e a cidade deixou de ser dividida.

Depois segui para a Nova Sinagoga, um passeio muito legal para quem quer conhecer mais sobre a história dos judeus. A entrada custa 3 euros e funciona de domingo a quinta-feira das 10 às 18 e às sexta-feiras das 10 às 14.

 

Fui à Ilha dos Museus (Museumsinsel) (S-Bahn: Linhas S1, S2, S25, estação Friedrichstrasse; Linhas S5, S7, S75, estação Hackescher Markt  ou U-Bahn: Linha U6, estação Friedrichstrasse ou Ônibus: Linhas 100 e 200, parada Lustgasten; Linha TXL, parada  Staatsoper) e visitei o Pergamon Museum que tem uma área dedicada à Arte Islâmica bem legal.

Ao lado da Ilha dos Museus está o Berliner Dom a Catedral de Berlim super bonita cuja visita custa 7 euros a tarifa inteira e 5 euros a reduzida.

Terminei o dia no Topographie des Terrors, o melhor museu de Berlim sobre o Nazismo e o mais visitado da cidade. É um museu documental que mostra a história bem detalhada daquela época. O nome “topografia do terror” vem do fato de que, no mesmo lugar onde hoje é o museu, durante o Terceiro Reich, funcionava a sede da SS, a polícia secreta alemã.  Funciona de 10 às 20 hrs e a entrada é gratuita.

3° dia

Comecei o dia indo para o Campo de Concentração Sachsenheusen que fica nos arredores de Berlim e tem o post explicando todo o passeio aqui.

Quando voltei passeei pela cidade e terminei o dia no Jüdisches Museum Berlin (Museu Judaico de Berlim) que é muito impactante e emocionante. A entrada é grátis com o Museum Pass e caso você não tenha o Museum Pass o ingresso reduzido custa 3 euros e 8 a entrada inteira. Para chegar basta pegar o U-Bahn linha U1 e descer na estação Hallesches Tor ou a linha U6 na estação Hallesches Tor ou Kochstrasse e o ônibus linhas 248, parada Jüdisches Museum.

 

4° dia

Dia de ir embora.

Berlim é uma cidade muito pesada. A energia é estranha e é difícil visitar todos esses lugares que remetem a tanto sofrimento e sair “ileso”. É difícil engolir. Tinham outros passeios para serem feitos no meu roteiro, mas sem querer gastava muito mais tempo do que previsto em cada museu conhecendo um pouco mais da história que a cidade e aquelas pessoas já passaram.

Esses foram os meus 4 dias em Berlim.

Caso você tenha mais um dia ou caiba no seu roteiro, o que não deu tempo de fazer no meu foi:

  • Deutsches Historisches Museum (Museu Histórico Alemão) – museu sobre a história da Alemanha e do seu povo
  • Deutsch-Russisches Museum Berlin-Karlshorst (Museu Alemão-Russo Berlin-Karlshorst) – museu sobre a guerra entre Alemanha e União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial
  • Tränenpalast (Palácio das Lágrimas) – museu sobre a história da Alemanha Oriental e Ocidental que parece ser muito interessante
  • Schloss Charlottenburg (Palácio de Charlottenburg) – o maior palácio de Berlim
  • Nikolaiviertel – uma área que parece ser bem legal em Berlim e com uma cara mais de “medieval” e cidade do interior

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Roteiro de 3 dias em Viena

Sempre que vou fazer um roteiro para alguma cidade pesquiso bastante qual a quantidade de dias ideal para ver “tudo” que tem que ver. Sempre acontece de no último dia eu descobrir várias outras coisas para fazer e não ter mais tempo, mas é sempre uma boa desculpa para voltar. Com Viena não foi diferente. A cidade é muito tranquila de visitar. Tudo muito civilizado e boa parte do passeio turístico é possível fazer a pé ou com os metrôs e trams que funcionam super bem. Decidi que ficaria 3 dias por lá e este foi o meu roteiro dia-a-dia.

Roteiro de 3 dias em Viena

1° dia

Cheguei na cidade depois do almoço, então tive apenas a tarde/noite para passear. Comecei pelo centro de Viena visitando a Stephansdom (Catedral de Santo Estevão), a famosa catedral em estilo gótico com um “telhado” incrível. É possível subir na torre da Catedral para ter uma vista dessa parte da cidade. Atrás da Catedral está a famosa Casa de Mozart, que é uma das atrações da cidade.

A Catedral de Santo Estevão e seu famoso telhado.

A região de Santo Estevão é onde fica o comércio principal e é por lá que encontra-se lojas como Zara, Topshop, etc. Depois segui para o Complexo Hofburg, que tem jardins incríveis, restaurantes, cafés e um dos blocos do complexo é o MuseumsQuartier, um quarteirão só com museus. Pelo horário não pude visitar, mas já estava programado de voltar lá.

Detalhes do Palácio de Hofburg.

2° dia

Tirei o segundo dia para fazer coisas mais afastadas do centro da cidade. A primeira parada foi o Schloss (Castelo) Schönbrunn. Para chegar lá é só pegar o metrô U4 até a parada Schloss Schönbrunn. O preço do ingresso varia bastante, mas é a partir de €13,30 e os tipos de tour podem ser vistos no site deles. Depois segui para o Schloss Belvedere. Na estação Schönbrunn peguei a linha U1 cor vermelha e desci na estação de Sudtiroler Platz, De lá é só caminhar 5 minutos e chega no Belvedere. As opções de tickets também são variadas e tem todas as informações aqui, mas a visita completa de todo o castelo custa 20 euros para um adulto.

No Palácio de Schönbrunn.
Parte traseira do Palácio de Belvedere.

Em seguida fui para o Karlskirche, uma igreja barroca incrível que possui também um elevador panorâmico com vista para a cidade. Para chegar lá é só pegar o metrô: U1 ou U4 para Karlsplatz. Depois para o Wiener Konzerthaus, a casa de orquestra da cidade e depois para a famosa Vienna State Opera, onde é possível, também, fazer visitas guiadas no interior.

A Ópera de Viena.

3° dia

No terceiro dia comecei pelo MuseumsQuartier – complexo de museus – visitando o Kunsthistorisches Museum que é o Museu de História da Arte de Viena (metrô U2 ou U3 atéVolkstheater) e é incrível. Depois segui caminhando para o MUMOK, o Museu de Arte Moderna e Contemporânea que também vale muito a pena.

O interior do Kunsthistorisches Museum.

Do MUMOK segui caminhando para o Museu Albertina (metrô U1, U2 ou U4 atéKarlsplatz) que hoje considero como um dos meus museus preferidos no mundo e já até fiz um post dedicado só para ele aqui. Depois de dedicar algumas horas ao Albertina fui para o Rathaus um palácio incrível que hoje funciona a Prefeitura de Viena (metrô U2 até Rathaus). Quando fui estava acontecendo o Wiener Eistraum, um festival de inverno incrível que já falei sobre aqui.

A fachada do Museu Albertina.

Viena é uma cidade incrível e que pretendo com certeza voltar. Não visitei todos os pontos que pretendia como: Sigmund Freud Museum, a casa de Freud (metrô U2 atéSchotenor em seguida pegar o tram D até Schilickgasse), o Hundertwasserhaus (metrô U4 atéSchwedenplatz, depois tram N até Hetzgasse) que é um prédio super interessante com uma proposta arquitetônica muito legal. Além dessas também queria ter visitado a Donauturm uma torre de 252 metros de altura que é possível admirar a cidade inteira de Viena (programa melhor para o verão) e o Leopold Museun também no MuseumsQuartier, mas que estava fechado quando fui e tem obras incríveis de  Gustav Klimt.

Viena não é uma cidade grande, portanto praticamente todas essas atrações ficam bem perto umas das outras e podem ser feitas a pé.

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O que fazer em Washington em 1 dia

Sempre quis conhecer Washington, acho que a capital de um país diz muito sobre ele e confesso que depois de começar a ver o seriado House of Cards decidi que iria o quanto antes.

Como já contei nesse post aqui, estava em Nova York por 10 dias e um deles resolvi passar em DC, um bate e volta rápido, mas que dava pra conhecer o básico. Fui na parte da manhã e voltei no início da noite – ambos os trajetos de ônibus (tudo explicadinho aqui) – ou seja, teria que fazer tudo que planejei em uma tarde.

A viagem seria a mais econômica possível, além da passagem de ônibus bem barata, faríamos tudo a pé e de graça.

 

Como nós atrasamos 5 minutos para pegar o ônibus, ele já havia partido e tivemos que pegar o próximo, uma hora depois, e, como estava tudo programado certinho, conclui que não daria para fazer o roteiro como planejado.

Chegamos pela Union Station e almoçamos por lá. A estação tem várias lojas e restaurantes, como Shake Shack, Mc Donalds, Victoria’s Secret, Starbucks, etc.

Nosso roteiro se concentrou na área do National Mall, a área principal da cidade onde possui todas as atrações turísticas e a distância de uma ponta a outra é de 4km, por isso sabia que daria para fazer tudo a pé.

Mas imprevistos acontecem e choveu durante todo o dia, umas horas mais, outras  menos, mas quase nunca parava. Quando era forte tentávamos ficar abrigadas em algum lugar até passar, mas se era tranquila nós continuávamos normalmente. Portanto a dica é levar guarda-chuva/capa de chuva, por que se estivéssemos prevenidas com certeza teria sido melhor.

Começamos pelo ponto turístico mais perto da Union Station, o Capitólio. Infelizmente ele estava em reforma, portanto só demos uma olhada rápida e partimos pra próxima.

 

O próximo ponto foi a Suprema Corte dos Estados Unidos, um prédio super bonito, imponente e aberto ao público. Entramos rapidamente e demos uma olhada e, assim como todos os lugares de Washington, a segurança é máxima portanto se virem você fazendo algo “suspeito” (na concepção deles), não poupam na grosseria. Então nada de tirar foto onde não pode e não descumpram as regras impostas nas placas espalhadas pelo edifício.

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Logo ao lado da Suprema Corte está a Livraria do Congresso. Todos, ou a maioria dos prédios de Washington são enormes nesse estilo meio grego. As avenidas são super largas e tem pouquíssimas pessoas andando a pé, é uma cidade onde as pessoas andam mesmo de carro e metrô/ônibus que funcionam super bem.

  

Depois da Biblioteca fomos direto ao Museu Aeroespacial, uma parada que eu não estava tão animada e depois me surpreendi. É incrível e espero voltar com mais calma para ver tudo direito. Além de ter tudo sobre aviões e foguetes também tem uma parte histórica bem interessante sobre a evolução aérea na Primeira Guerra. Essa parte do museu foi a que eu mais gostei e merece bastante atenção.

  

Na lojinha do museu é possível encontrar todo tipo de souvenier relacionado a aviões e ao espaço, até comida desidratada de astronauta tem pra vender.

  

A próxima parada seria a Galeria Nacional de Arte, com obras de Monet, Rodin e Van Gogh, mas infelizmente não fomos. Ficamos presas durante uma hora no Museu Aeroespacial por causa da chuva e como o tempo estava super apertado e nosso objetivo era pelo menos ver os símbolos de DC, a Casa Branca e o Lincoln Memorial, não fomos. Arrependi, mas fica pra próxima.

Para os amantes de animais o Museu de História Natural de Washington é bem legal e vale a visita. Não fomos por falta de tempo, mas estava incluído no roteiro. É bem parecido com o de Nova York, mas museu nunca é demais.

O próximo monumento que visitamos foi o Washington Monument, o famoso obelisco de DC. De fora ele não tem nada demais, mas já li relatos e vi fotos que a vista da cidade lá de cima é incrível. Para subir é possível comprar ingressos de U$2 com hora marcada nesse site aqui.

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Logo a frente do Washington Monument está a famosa Casa Branca. Estávamos muito ansiosas para conhecê-la e acabou sendo uma grande decepção. Sempre soube que o acesso que os turistas tinham era mínimo, com uma certa distância da Casa, mas ao vivo é bem mais distante. Além disso um certo imprevisto aconteceu conosco: houve uma queda brusca na bolsa de valores e várias redes saíram do ar, sendo assim, por suspeitar de terem hackeado algum sistema, o Serviço Secreto expulsou todos os visitantes da redondeza, e não pudemos nem tirar uma foto.

Foi uma situação muito engraçada, vários helicópteros e aviões sobrevoando a Casa Branca e o Serviço Secreto gritando e mandando todo mundo virar e seguir reto sem olhar pra trás e não tirar nenhuma foto. Cena de filme, mas valeu a pena.

No final já faltava pouquíssimo tempo para a partida do ônibus e estava chovendo muito, por isso desistimos de ir para o Abraham Lincoln Memorial, o Vietnam Memorial e o World War 2 Memorial, três pontos turísticos que eu queria muito ver e acabou que não consegui. Próximo ao Abraham Lincoln Memorial existem outros dois memoriais que acho que valeria a visita, o Martin Luther King Memorial e o Albert Einstein Memorial.

Como falei no início nosso planejamento era fazer tudo a pé, mas com o tempo corrido, para voltar para a Union Station pensamos em pegar um metrô, que lá custa aproximadamente U$3, mas teriam que ser feitas várias baldeações e demoraríamos mais tempo do que tínhamos disponível, continuamos andando e vimos um ponto de ônibus. Perguntamos e descobrimos que o ônibus Circulator parava na Union Station e custava apenas U$1.

 

Esse é um ônibus que para em praticamente todos os pontos turísticos da cidade e pela experiência que tive acho que o ideal seria, assim que chegar em DC, pegar o Circulator na Union Station e descer no Abraham Lincoln Memorial, que é o último ponto turístico do National Mall, e de lá, voltar o trajeto todo a pé, até a Union Station.

Caso tenha tempo, além dos pontos citados, recomendo visitar também o The Botanic Gardens, o jardim botânico de DC que é lindo, o Museum of American History, o US Holocaust Memorial Museum e o National Museum of American Indian.

Para ver todos os pontos turísticos em um mapa super claro vale a pena dar uma olhada nesse aqui.

Um dia na cidade é suficiente para ver o básico sim, se começar pelo final, no caso o Abraham Lincoln Memorial, vai salvar bastante tempo. E ir prevenido por que em Julho as chuvas na cidade são constantes.

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Roteiro de 5 dias em Madrid

Muitos brasileiros começam seu viagem pela Europa por Madrid (tem dica de um ótimo hotel aqui). A cidade é muito legal, cheia de atividade para fazer e ainda tem várias cidadezinhas no entorno que valem muito a pena um bate-volta, como Segóvia (que tem post aqui) e Toledo.

Roteiro de 5 dias em Madrid

1° dia

O hotel que fiquei fica bem perto do Parque do Retiro, o parque mais famoso de Madrid e por isso iniciamos por lá.

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O Parque é enorme e lindíssimo. Como a propriedade tem 108 hectares e a maioria apenas jardins é difícil conhecer tudo, mas não pode deixar de visitar o Palácio de Cristal e o monumento construído para Alfonso XII, antigo rei da Espanha. O monumento é o ícone do parque, pois logo a frente fica o lago onde, no verão, os turistas andam de pedalinho.

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Fotos: Reprodução

Depois do Parque do Retiro, voltamos ao hotel, almoçamos e saímos novamente.

Já no primeiro dia visitamos a Plaza Mayor, programa que se repetiu todos os outros dias que estivemos em Madrid. Assim como todas as cidades espanholas que passamos a Plaza Mayor é a praça principal da cidade, cheia de restaurante, lojinhas e muitos turistas.

2° dia

O segundo dia começou com a visita ao Museu Reina Sofia, que é incrível e um dos museus de arte moderna mais consagrados da Espanha. Logo na frente do museu existem vários restaurantes legais que são uma boa opção para almoço!

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Depois de almoçar fomos para o Estádio Santiago Bernabéu que é bem legal e quem gosta de futebol não pode deixar de ir! O ingresso custa 19 euros por pessoa.

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Madrid é um dos melhores lugares na Europa que já visitei para quem quer comprar. Coisas que em Paris custam 30 euros por exemplo, lá é possível encontrar pela metade do preço. Um lugar bom na cidade para compras é a Gran Via, a avenida que tem todas lojas famosas.

3° dia

Fomos a Toledo, outra cidade perto de Madrid que é lindíssima.

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O Rio Tajo com a Bajada de San Martín ao fundo em Toledo.

4° dia

Segóvia. Uma cidade que foi uma boa surpresa. Tem post contando o que fazer na cidade aqui.

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5° dia

Visitamos o Museu do Prado, outro museu imperdível que tem como atração principal a obra “As Meninas” de Velázquez, uma espécie de “Monalisa” do Prado. Depois fomos ao Palácio Real, que só é possível ver de fora da grade, mas mesmo assim é lindo demais! Para finalizar visitamos a Praça de Cibeles, um dos lugares mais simbólicos de Madrid que divide o centro, o Retiro e Salamanca. Era o dia da posse do atual rei da Espanha, por isso a bandeira.

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Onde ficar em Madrid

O que fazer em Segóvia

Muitos turistas que vão para Espanha pensam em duas cidades: Madrid e Barcelona e, quando podem, Ibiza, mas não sabe o que está perdendo em não visitar Segóvia. Segóvia é uma cidade pequena, linda e do tipo que dá pra conhecer tudo em um dia. Há menos de 100 km de Madrid, é parada obrigatória para quem vai para a capital espanhola, afinal é muito fácil de ir e voltar, só se anda a pé e faz valer muito a pena a viagem.

O que fazer em Segóvia – Parada obrigatória perto de Madrid

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Como não iríamos para Barcelona e reservamos cinco dias para Madrid, achamos legal conhecer as cidades vizinhas e pelo que eu tinha lido e pesquisado, Segóvia seria uma ótima opção. Em uma tarde consegui ver tudo que tinha planejado, tirar muitas fotos, visitar museus, igrejas e almoçar sem pressa, ou seja, esse é o tempo ideal para conhecer a cidade.

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Como ir de Madrid para Segóvia?

Pegamos um trem de Madrid na estação de metrô Chamartin de manhã e voltamos na parte da tarde/noite. Compramos lá mesmo e custa aproximadamente 30 euros ida e volta, depende da época e do horário.

O que visitar?

Aqueduto de Segóvia

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Um dos principais pontos turísticos da cidade é uma imponente construção que tem aproximadamente 30 metros de altura e 820 metros de comprimento.

Alcazar

Foto: www.turismodesegovia.com
Foto: www.turismodesegovia.com

É um palácio muito lindo e fica na parte mais alta da cidade. É aberto a visitações e o ticket pode ser comprado ao lado da entrada.

Catedral de Segóvia

http://fotolitoss.blogspot.com/
Foto: Google

Uma catedral enorme e maravilhosa. Uma das mais bonitas que já vi na Europa.

Mirador de La Pradera de San Marcos

A vista do mirador.
A vista do mirador.

Plaza Mayor

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É a praça principal da cidade, onde tem vários restaurantes e cafés. Vale a pena almoçar por lá.

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