Visitando um bunker da Segunda Guerra em Berlim

Nos meus quatro dias em Berlim, quatro dias foram dedicados de manhã até de noite a um único tema: Segunda Guerra Mundial. Sou fascinada com a história, leio livros, procuro saber cada vez mais sobre esse período tão triste e horrível que o mundo vivenciou.

Ao montar meu roteiro na cidade sabia que queria visitar tudo (ou quase tudo) acerca do assunto. Todos os museus, exposições, prédios, monumentos, enfim, qualquer lugar que me contasse um pouquinho mais sobre a Guerra.

Além do roteiro turistão básico que todos fazem vi na internet que existia o Berliner Unterwelten, um bunker e resolvi visitá-lo. Bom, pelo menos achava que era um bunker. Eu e todos os que, enganados pelo regime, nele se esconderam durante a Segunda Guerra.

O que é um bunker?

Um bunker é feito para manter os ocupantes a salvo de guerras ou desastres que acontecem na superfície, ele, então, deve ficar, no mínimo, a 2 metros de profundidade e precisa ter grossas paredes de concreto armado reforçado com uma malha de vergalhões de aço.

Berliner Unterwelten é um dos últimos bunkers da Guerra ainda existente e fica localizado, subterraneamente, ao lado da estação de metrô Gesundbrunnen. Eles oferecem cinco tipos de tour diferentes, até um sobre a Guerra Fria e um que os visitantes andam embaixo do antigo Muro de Berlim. É muito legal mesmo. Todos os tours estão disponíveis no site deles e o mais popular de todos é o Tour 1, o que fiz.

Curiosidades do Berliner Unterwelten contadas no tour:

  • Era para ter sido construído 3000 bunkers para proteger os alemães na Guerra, porém construíram apenas 1200, pois não tinha pessoas para construir já que muitos morreram ou estavam lutando
  • 40% da população da Alemanha foi protegida pelos bunkers
  • Eles achavam que os “bunkers” construídos pelo governo os protegiam do gás, porém era uma mentida contada pelo regime para que confiassem nele
  • O Berliner Unterwelten assim como outros bunkers são subterrâneos e tem paredes grossas de concreto, porém o que os diferenciam de bunkers reais é que se uma bomba fosse direto nele, a estrutura não suportaria e as pessoas morreriam
  • Possuíam salas funcionais para oficiais e ex-soldados, melhores que dos outros
  • As paredes eram pintadas com uma tinta especial que brilhava no escuro, para que as pessoas não entrassem em pânico em caso de perda de energia
  • Por causa do número elevado de pessoas (na maioria das vezes muito acima do seu limite) colocavam velas na altura do chão, do banco onde sentavam e na altura do ombro de uma pessoa em pé para que “medissem” a quantidade ainda disponível de oxigênio
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Foto tirada enquanto estava na fila para comprar o ingresso. Logo ao lado fica a entrada da estação de metrô.

A experiência é incrível! Não podemos tirar fotos lá dentro, mas foi um dos programas que mais gostei de toda a minha viagem pela Europa. É mesmo incrível ver a Guerra pelos olhos dos cidadãos que se escondiam dos bombardeios, além de saber várias curiosidades que, acredito, não encontraria em nenhum outro lugar. Além do bunker em si que já conta muita história, tem um pequeno museu no Berliner Unterwelten e uma das suas peças que mais me chamou atenção foi a Enigma, a máquina de comunicação dos Nazistas, como do filme “The Imitation Game”.

O tour que escolhi foi em inglês e o ingresso custa 11 euros por adulto. A porta fica lotada de turistas antes mesmo de abrir, portanto aconselho chegar no horário ou até um pouco antes das 11 horas.

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